Como abrir conta bancária em Portugal: documentos e tipos de banco

Atualizado em setembro de 2026.

Abrir uma conta bancária em Portugal é um dos primeiros passos práticos de quem se muda. Sem ela, fica difícil receber salário, pagar renda, contratar luz e internet por débito direto e, em vários vistos, provar meios de subsistência. Felizmente, as regras são razoavelmente claras, e a lei portuguesa garante o acesso a uma conta básica.

Por que ter conta portuguesa

  • receber salários e pagamentos em euros sem custos de conversão;
  • pagar renda e contas de forma automática;
  • usar MB Way, o sistema de pagamentos por telemóvel muito popular no país;
  • comprovar rendimento e residência para processos de imigração, como no visto D7;
  • pedir crédito no futuro, se necessário.

Documentos normalmente exigidos

  • passaporte ou título de residência válido;
  • NIF português;
  • comprovativo de morada (contrato de arrendamento, fatura ou declaração);
  • comprovativo de rendimento ou de atividade (contrato de trabalho, recibos, declaração de estudante), conforme o banco;
  • em alguns casos, o NISS, ver como pedir.

Cada banco tem regras próprias, e as exigências de compliance para estrangeiros e não residentes costumam ser mais rígidas. Ligue ou consulte o site antes de ir à agência para evitar viagens perdidas.

Que tipos de banco existem

Bancos tradicionais, como Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, Santander, Novo Banco, BPI e outros, oferecem agências, cartões, crédito e produtos variados, com comissões de manutenção que vão de zero a poucos euros por mês, dependendo de domiciliação de salário e outras condições. Bancos digitais e fintechs costumam abrir contas de forma remota e ter menos comissões, mas o suporte presencial é limitado e os limites de operação podem ser diferentes. Compare custos de manutenção, cartões, transferências e serviços de que precisa.

Conta de serviços mínimos bancários

A lei portuguesa prevê a conta de serviços mínimos bancários, uma conta básica de custo reduzido, a que têm direito, em determinadas condições, as pessoas que não tenham outra conta de depósito à ordem no país. É uma solução para quem tenha o pedido recusado nas contas normais. Pergunte no banco e, se houver recusa injustificada, pode reclamar junto do Banco de Portugal.

Passo a passo

  1. Reúna documentos e faça cópias digitais.
  2. Compare pelo menos três bancos, incluindo comissões e serviços.
  3. Marque atendimento ou inicie o processo online.
  4. Assine o contrato e leia a ficha de informação normalizada (FIN).
  5. Receba o IBAN e cartão; ative o homebanking e o MB Way.
  6. Transfira o IBAN para empregador, senhorio e fornecedores.

Cuidados

Desconfie de "gestores de conta" que oferecem abrir conta em seu nome e cobram por isso, e nunca empreste a sua conta para receber pagamentos de terceiros, porque isso pode configurar crimes financeiros. Guarde sempre o contrato e o extrato inicial, que muitos processos exigem. Se vai receber dinheiro do Brasil, leia sobre opções e taxas de transferência.

Perguntas frequentes

Posso abrir conta antes de chegar?

Alguns bancos permitem abertura remota para não residentes, mas as exigências são maiores. Outros só abrem com presença.

O banco pode recusar?

Pode, se não cumprir as regras de identificação ou de prevenção ao branqueamento de capitais. Pergunte o motivo e, se necessário, peça a conta de serviços mínimos.

Comparativo: o que perguntar a cada banco

Antes de escolher, faça a mesma lista de perguntas a dois ou três bancos, para comparar o que realmente importa. Qual é a comissão mensal de manutenção e em que condições ela é isenta (por exemplo, com domiciliação de ordenado)? O cartão de débito tem custo anual? Quanto cobra por transferências para o Brasil e para outros países? Há limite de levantamentos e de pagamentos por MB Way? O homebanking e a aplicação funcionam bem em português e em inglês? Existe atendimento a estrangeiros e horário estendido? Nos bancos digitais, pergunte também sobre o IBAN (se é português ou de outro país), porque alguns serviços exigem IBAN português para débitos diretos.

IBAN português e por que ele importa

O IBAN português começa por "PT50" e tem 25 caracteres. Muitos serviços, como fornecedores de eletricidade, o empregador e a Segurança Social, exigem IBAN de uma conta portuguesa ou de países da zona SEPA. Uma conta com IBAN estrangeiro pode ser recusada para débito direto em alguns casos. Confirme antes de escolher um banco digital com IBAN de outro país.

Cartões e pagamentos no dia a dia

Portugal tem uma rede de pagamentos eletrónicos muito difundida: cartões multibanco, pagamento por aproximação e MB Way, que permite transferências e pagamentos por número de telemóvel. As referências Multibanco (entidade e referência) são usadas para pagar contas, taxas e compras online. Depois de abrir a conta, ative essas funções para evitar filas em pagamentos rotineiros.

Segurança da conta

  • ative a autenticação forte e as notificações por app;
  • nunca partilhe códigos SMS, senhas ou PIN, nem com "funcionários do banco" que liguem a pedir;
  • desconfie de mensagens e emails com links para "atualizar dados";
  • confira o beneficiário e o IBAN antes de confirmar transferências;
  • defina limites de operações e ative alertas de movimento.

Se for vítima de fraude, ligue de imediato ao banco para bloquear cartões e tentar travar operações, e apresente queixa às autoridades.

Encerrar ou mudar de banco

Se mudar de banco, faça a portabilidade das domiciliações (salário, débitos diretos) antes de encerrar a conta antiga, e mantenha o saldo mínimo até que tudo esteja transferido. Peça uma declaração de encerramento e confirme que não ficam comissões pendentes.

Crédito e histórico

Ter conta, salário domiciliado e bom histórico de pagamentos facilita o acesso futuro a crédito. Se pretende comprar casa, veja comprar casa em Portugal sendo estrangeiro e comece cedo a construir relacionamento com o banco.

Aviso: informação geral. Comissões e regras variam por banco e mudam; confirme diretamente com a instituição e no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal.

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