Profecias Bíblicas e a Arte da Sobrevivência: Um Guia Completo

O Colapso Civilizacional, Profecias Bíblicas e a Arte da Sobrevivência: Um Guia Completo para Tempos Incertos


 

Introdução: A Fragilidade da Civilização e o Chamado à Reflexão

A história da humanidade é um ciclo contínuo de ascensão e queda de civilizações. Desde os impérios antigos até as sociedades modernas, a ideia de um colapso civilizacional tem sido uma constante na literatura, na filosofia e nas profecias. Em um mundo cada vez mais interconectado e complexo, as preocupações com a resiliência de nossas estruturas sociais, econômicas e ambientais nunca foram tão prementes. Eventos recentes, como pandemias globais, crises financeiras e as crescentes ameaças das mudanças climáticas, servem como lembretes sombrios da fragilidade de nossa existência moderna.

Este artigo se propõe a explorar a multifacetada questão do colapso civilizacional, mergulhando em suas raízes históricas e filosóficas, examinando as advertências contidas nas profecias bíblicas e, crucialmente, oferecendo um guia prático sobre como se preparar para tempos de incerteza. Não se trata de fomentar o medo, mas de inspirar uma reflexão profunda e uma preparação proativa, fundamentada no conhecimento e na sabedoria.

Iniciaremos nossa jornada com uma análise dos dilemas morais que surgem em situações extremas, como o famoso "problema do bonde" (trolley problem), que nos força a confrontar a ética da sobrevivência e as escolhas difíceis que podem definir a humanidade em momentos de crise. Essa discussão filosófica, muitas vezes presente em cursos de justiça e ética, como os ministrados por Michael Sandel em Harvard, serve como um prelúdio para entender a complexidade das decisões em cenários de colapso [1].

1. O Colapso Civilizacional: Uma Perspectiva Histórica e Filosófica

1.1. Lições da História: Impérios que Caíram

A história está repleta de exemplos de civilizações que, outrora poderosas, sucumbiram a uma combinação de fatores internos e externos. O Império Romano, por exemplo, não caiu de uma vez, mas foi um processo gradual que durou séculos, influenciado por invasões bárbaras, instabilidade política, crises econômicas, corrupção e a fragmentação social. Embora a data tradicional para a queda do Império Romano Ocidental seja 476 d.C., com a deposição do imperador Rômulo Augusto, o declínio começou muito antes [2].

Outro exemplo notável é a Civilização Maia, que experimentou um colapso misterioso por volta do século IX d.C. As teorias variam, mas muitos estudiosos apontam para uma combinação de secas prolongadas, desmatamento, guerras internas e superpopulação, que esgotaram os recursos e desestabilizaram a sociedade [3]. A Idade do Bronze Tardia, por volta de 1200 a.C., também testemunhou um colapso generalizado de várias civilizações no Mediterrâneo Oriental e no Oriente Próximo, atribuído a invasões de "Povos do Mar", terremotos, mudanças climáticas e interrupções nas rotas comerciais [4].

Esses exemplos históricos nos ensinam que o colapso raramente é um evento singular, mas sim o culminar de múltiplas pressões que corroem a resiliência de uma sociedade. As lições são claras: a interconexão excessiva, a dependência de recursos finitos, a desigualdade social e a degradação ambiental são catalisadores potenciais para a desestabilização.

1.2. Dilemas Morais em Tempos de Crise: Consequencialismo vs. Imperativo Categórico

O texto base fornecido pelo usuário introduz o "problema do bonde" e suas variações, que são ferramentas filosóficas para explorar o raciocínio moral. Em essência, esses dilemas nos forçam a escolher entre duas abordagens éticas principais:

  • Consequencialismo (Utilitarismo): Esta abordagem, popularizada por filósofos como Jeremy Bentham (século XVIII) e John Stuart Mill (século XIX), defende que a moralidade de uma ação é determinada por suas consequências. A ação "certa" é aquela que produz o maior bem para o maior número de pessoas. No contexto do problema do bonde, virar o bonde para matar uma pessoa e salvar cinco seria uma escolha utilitarista [1].
  • Imperativo Categórico (Deontologia): Proposto por Immanuel Kant (século XVIII), este princípio argumenta que certas ações são intrinsecamente certas ou erradas, independentemente de suas consequências. Há deveres morais absolutos que devem ser seguidos. Empurrar um homem gordo de uma ponte para salvar cinco, mesmo que salve mais vidas, seria categoricamente errado para um kantiano, pois usa uma pessoa como meio para um fim [1].

Em um cenário de colapso, esses dilemas se tornam mais agudos e reais. A ética da sobrevivência muitas vezes colide com princípios morais arraigados. A decisão de racionar alimentos, de sacrificar um para salvar muitos, ou de defender agressivamente os próprios recursos, levanta questões profundas sobre o que significa ser humano em circunstâncias extremas. A compreensão dessas estruturas de pensamento é vital para navegar as complexidades morais que podem surgir.

1.3. Riscos Modernos de Colapso

A civilização industrial moderna, com sua complexidade e interdependência, enfrenta uma série de riscos que podem levar a um colapso. Estes incluem:

  • Crises Climáticas: Eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, secas prolongadas e inundações podem desestabilizar a produção de alimentos, deslocar populações e sobrecarregar infraestruturas [5].
  • Pandemias Globais: Como demonstrado pela COVID-19, uma doença altamente contagiosa pode paralisar economias, sobrecarregar sistemas de saúde e causar instabilidade social [6].
  • Instabilidade Econômica: Colapsos financeiros, hiperinflação ou o fim do sistema monetário global podem levar à escassez generalizada e à desordem social.
  • Conflitos Geopolíticos: Guerras em larga escala, especialmente aquelas envolvendo potências nucleares, representam uma ameaça existencial.
  • Degradação Ambiental: Perda de biodiversidade, esgotamento de recursos naturais (água, solo fértil) e poluição podem minar a capacidade da Terra de sustentar a vida humana.
  • Ataques Cibernéticos e Falhas de Infraestrutura: A dependência de sistemas digitais e redes elétricas torna as sociedades vulneráveis a ataques ou falhas que podem paralisar serviços essenciais.

2. Profecias Bíblicas e o Fim dos Tempos: Um Olhar Espiritual sobre o Futuro

Para muitos, a ideia de um colapso civilizacional não é apenas uma preocupação secular, mas também um cumprimento de profecias antigas. A Bíblia, em particular, contém diversas passagens que descrevem eventos cataclísmicos e o "fim dos tempos", que ressoam com as ansiedades contemporâneas.

2.1. Sinais dos Tempos em Mateus 24 e Lucas 21

Nos Evangelhos, Jesus Cristo descreve os sinais que precederão sua segunda vinda e o fim desta era. Em Mateus 24, Ele fala sobre guerras e rumores de guerras, fomes, pestes e terremotos em vários lugares. Ele também menciona o surgimento de falsos profetas, o aumento da iniquidade e o esfriamento do amor de muitos. A perseguição aos crentes é outro sinal proeminente:

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que tudo isso aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores." (Mateus 24:6-8)

De forma semelhante, Lucas 21 reitera esses sinais e adiciona a angústia das nações e a perplexidade diante do bramido do mar e das ondas, com os homens desmaiando de terror pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo. Estes sinais são frequentemente interpretados como um aviso para a vigilância e a preparação espiritual [7].

2.2. O Livro do Apocalipse: Visões do Fim

O Livro do Apocalipse, escrito pelo apóstolo João, é a fonte mais detalhada das profecias sobre o fim dos tempos. Ele descreve uma série de eventos dramáticos, incluindo a abertura dos sete selos, o toque das sete trombetas e o derramamento das sete taças da ira de Deus. Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse (Apocalipse 6) são particularmente simbólicos:

  • Cavaleiro Branco: Conquista (ou anticristo, dependendo da interpretação).
  • Cavaleiro Vermelho: Guerra e derramamento de sangue.
  • Cavaleiro Preto: Fome e escassez.
  • Cavaleiro Amarelo (ou pálido): Morte e pestilência.

Essas imagens vívidas de guerra, fome, doença e morte são frequentemente associadas a cenários de colapso civilizacional. O Apocalipse também fala de um governo mundial, perseguição religiosa e uma grande tribulação, culminando na segunda vinda de Cristo e no estabelecimento de um novo céu e uma nova terra [8].

2.3. A Importância da Preparação Espiritual

Para os crentes, a preparação para o fim dos tempos não se limita à acumulação de bens materiais ou à construção de abrigos físicos. A ênfase é colocada na preparação espiritual, que inclui:

  • Fortalecimento da Fé: Manter uma relação íntima com Deus através da oração e do estudo da Bíblia.
  • Arrependimento e Retidão: Buscar a santidade e viver de acordo com os princípios divinos.
  • Compartilhamento da Mensagem: Levar a esperança do Evangelho a outros.
  • Discernimento: Estar atento aos sinais dos tempos e não ser enganado por falsas doutrinas.

Provérbios 22:3 oferece uma sabedoria atemporal que se aplica tanto à preparação física quanto espiritual: "O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena." Esta passagem sublinha a importância da vigilância e da ação preventiva [9].

3. Preparação para a Sobrevivência: O Que Fazer para se Proteger?

A preparação para um cenário de colapso civilizacional, ou mesmo para desastres localizados, exige uma abordagem multifacetada que abrange desde a mentalidade até a aquisição de habilidades práticas e recursos. O objetivo não é viver com medo, mas com prudência e autossuficiência.

3.1. A Mentalidade do Sobrevivente: Resiliência e Adaptabilidade

Antes de qualquer investimento em equipamentos ou estruturas, a mentalidade é o ativo mais valioso. Um sobrevivente eficaz possui:

  • Resiliência Psicológica: A capacidade de se recuperar rapidamente de dificuldades. Isso envolve gerenciar o estresse, manter a calma sob pressão e cultivar uma atitude positiva.
  • Adaptabilidade: A flexibilidade para ajustar-se a novas condições e improvisar com os recursos disponíveis. O mundo pós-colapso será imprevisível, e a rigidez pode ser fatal.
  • Conhecimento e Habilidades: A teoria sem prática é inútil. É fundamental aprender e dominar uma variedade de habilidades, desde as mais básicas até as mais complexas.
  • Autodisciplina: A capacidade de tomar decisões difíceis e manter a rotina mesmo em ambientes caóticos.

3.2. Estocagem Essencial: Alimentos, Água, Medicamentos e Energia

Um dos pilares da preparação é a estocagem de suprimentos essenciais. O objetivo é ter autonomia por um período prolongado, idealmente de 6 meses a 2 anos.

  • Alimentos: Priorize alimentos não perecíveis com longa vida útil e alto valor nutricional. Exemplos incluem grãos (arroz, feijão, lentilha), massas, enlatados (vegetais, frutas, carnes), mel, sal, açúcar, óleo e alimentos liofilizados. Rotação regular do estoque é crucial para garantir a frescura [10].
  • Água: A água potável é mais crítica que o alimento. Armazene água em recipientes seguros e tenha meios de purificação, como filtros de água portáteis (Sawyer, Berkey), pastilhas de cloro e sistemas de fervura. Um mínimo de 4 litros por pessoa por dia é recomendado para beber e higiene [11].
  • Medicamentos e Primeiros Socorros: Mantenha um kit de primeiros socorros abrangente, incluindo analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos (se possível e com orientação médica), anti-histamínicos, curativos, ataduras, antissépticos e medicamentos para condições crônicas. Conhecimento em primeiros socorros avançados é indispensável.
  • Energia: Fontes de energia alternativas são vitais. Painéis solares portáteis, baterias recarregáveis, geradores a combustível (com estoque de combustível) e lanternas/lâmpadas a LED são essenciais. Considere também métodos de aquecimento e cozimento sem eletricidade, como fogões a lenha ou a gás propano.

3.3. Segurança e Defesa Pessoal

Em um cenário de colapso, a segurança pessoal e patrimonial se torna uma prioridade máxima. A ausência de lei e ordem pode levar ao aumento da criminalidade.

  • Defesa do Lar: Reforce portas e janelas, instale sistemas de alarme (mesmo que rudimentares) e mantenha uma vigilância constante. O conceito de "defesa passiva" (tornar seu lar menos atraente para invasores) é fundamental.
  • Defesa Pessoal: Aprenda técnicas de autodefesa. Se legalmente permitido e você se sentir confortável, considere o treinamento com armas de fogo ou outras armas brancas. A posse de armas deve ser acompanhada de treinamento rigoroso e responsabilidade.
  • Comunicação: Tenha rádios de comunicação (rádios amadores, rádios de manivela) para se manter informado e se comunicar com sua família ou grupo, caso as redes convencionais falhem.

3.4. A Importância da Comunidade

Embora a autossuficiência seja crucial, a sobrevivência a longo prazo é significativamente aumentada pela formação de uma comunidade resiliente. Ninguém sobrevive sozinho por muito tempo.

  • Redes de Apoio: Identifique e construa relacionamentos com vizinhos, amigos e familiares que compartilham a mesma mentalidade de preparação. Compartilhar habilidades e recursos pode ser a chave para a sobrevivência.
  • Divisão de Tarefas: Em um grupo, as responsabilidades podem ser divididas (segurança, caça, agricultura, medicina), otimizando os esforços e aumentando as chances de sucesso.
  • Habilidades Complementares: Busque pessoas com habilidades diversas que complementem as suas, como médicos, agricultores, engenheiros, artesãos, etc.

4. Locais Seguros e Autossuficiência: Onde e Como Viver

A escolha de um local estratégico e a capacidade de viver de forma autossuficiente são componentes cruciais para a preparação a longo prazo.

4.1. Os "Botes Salva-Vidas" do Colapso: Locais Mais Seguros no Mundo

Estudos recentes, como o publicado na revista Sustainability em 2021, identificaram países que seriam mais resilientes a um colapso global. Esses "botes salva-vidas" do colapso compartilham características como isolamento geográfico, capacidade de produção de alimentos e fontes de energia renovável [5].

Os principais locais identificados incluem:

  • Nova Zelândia: Frequentemente citada como o local mais seguro. Possui energia geotérmica e hidrelétrica abundante, vastas terras agrícolas e baixa densidade populacional. Seu isolamento geográfico a torna menos vulnerável a migrações em massa e conflitos diretos [5]. Muitos bilionários do Vale do Silício já adquiriram propriedades e bunkers na Nova Zelândia, antecipando cenários de crise [12].
  • Islândia: Outra ilha isolada com recursos geotérmicos e hídricos significativos. Sua baixa densidade populacional e capacidade de produção de alimentos a tornam atraente.
  • Reino Unido: Embora densamente povoado, o estudo sugere que o Reino Unido tem potencial para resistir a choques devido à sua capacidade de produzir cerca de 50% de seus próprios alimentos e sua infraestrutura existente, embora precise melhorar a resiliência de suas cadeias de suprimentos [5].
  • Tasmânia (Austrália): A ilha-estado australiana oferece isolamento, clima temperado e recursos naturais que a tornam um refúgio potencial.
  • Irlanda: Semelhante ao Reino Unido em alguns aspectos, com clima temperado e capacidade agrícola.

Outros locais a considerar, embora não explicitamente mencionados no estudo, são regiões rurais isoladas com acesso a água doce, solo fértil e recursos naturais, longe de grandes centros urbanos e rotas de conflito. Países com forte estabilidade política, baixa corrupção e infraestrutura robusta também são vantajosos.

4.2. Construindo um Bunker: Um Guia Essencial

Para aqueles que buscam a máxima proteção, a construção de um bunker subterrâneo é uma opção. No entanto, isso exige planejamento meticuloso e recursos significativos. Aqui estão os passos essenciais [13]:

  1. Obtenção de Permissões: Antes de qualquer escavação, verifique as leis e regulamentações locais. As permissões de construção são cruciais e variam amplamente por região.
  2. Escolha do Local: Evite áreas propensas a inundações, com lençóis freáticos altos, raízes de árvores profundas ou tubulações subterrâneas. A estabilidade do solo é primordial. Considere a proximidade de fontes de água e a discrição do local.
  3. Projeto Detalhado: Um bunker não é apenas um buraco. Ele precisa de um projeto arquitetônico que maximize o espaço, considere a ventilação, o armazenamento e a habitabilidade. Pense em como uma pequena casa, com áreas multifuncionais e armazenamento vertical.
  4. Materiais de Construção: Concreto armado é o material mais comum e eficaz. O concreto auto-recuperável pode oferecer maior durabilidade. Chapas metálicas e tijolos também podem ser usados, mas contêineres marítimos exigem reforço estrutural significativo para suportar a pressão do solo.
  5. Sistemas Críticos:
    • Ventilação e Filtragem de Ar: Essencial para a qualidade do ar e proteção contra ameaças NBC (Nuclear, Biológica, Química). Sistemas de ventilação com filtros HEPA e de carvão ativado são cruciais. A ventilação deve ser projetada para criar pressão positiva, impedindo a entrada de contaminantes.
    • Água: Um sistema de captação de água da chuva, poço artesiano ou fonte natural, combinado com filtros de água (incluindo UV para desinfecção), é vital. Armazenamento de água potável em tanques seguros também é necessário.
    • Energia: Geradores a diesel ou propano (com exaustão externa e estoque de combustível seguro) são comuns. Painéis solares com baterias de armazenamento são uma opção mais sustentável e silenciosa. Considere também geradores eólicos ou hidrelétricos, dependendo do local.
    • Saneamento: Banheiros de compostagem são uma solução eficaz para o tratamento de resíduos humanos, minimizando a necessidade de sistemas complexos de esgoto.
    • Comunicação: Antenas de rádio de longo alcance (HF/VHF/UHF), rádios amadores e equipamentos de comunicação via satélite podem ser cruciais para obter informações e manter contato.
  6. Reforço Estrutural: A pressão do solo e de possíveis impactos externos exige uma estrutura robusta. Uma base sólida de concreto e vigas de metal são indispensáveis. As paredes devem ter espessura adequada para resistir a impactos e radiação (se for um bunker nuclear).
  7. Estocagem e Habitabilidade: O bunker deve ser estocado com alimentos, água, medicamentos, ferramentas, roupas e outros suprimentos para um período prolongado. O conforto e o bem-estar psicológico são importantes, então inclua livros, jogos e itens pessoais.

4.3. Habilidades Essenciais para Dominar a Autossuficiência

Um bunker sem habilidades é apenas um túmulo caro. A autossuficiência depende diretamente do conhecimento e da capacidade de aplicar esse conhecimento. Aqui estão algumas habilidades cruciais [14]:

  • Agricultura e Horticultura: Cultivar seus próprios alimentos é fundamental. Aprenda sobre rotação de culturas, compostagem, controle de pragas orgânico, hidroponia, aquaponia e hortas verticais para maximizar a produção em espaços limitados.
  • Caça, Pesca e Forrageamento: Complementar a dieta com proteínas e nutrientes da natureza. Aprenda a identificar plantas comestíveis e medicinais, armar armadilhas e pescar.
  • Preservação de Alimentos: Técnicas como desidratação, defumação, salga, fermentação (conservas, picles) e selagem a vácuo são vitais para estender a vida útil dos alimentos colhidos ou caçados.
  • Primeiros Socorros e Medicina Natural: Além do kit básico, aprenda a tratar ferimentos graves, doenças comuns e a usar plantas medicinais para curar e aliviar dores. Conhecimento de anatomia e fisiologia é um diferencial.
  • Construção e Reparos: Habilidades básicas de carpintaria, alvenaria, encanamento e eletricidade são essenciais para manter e reparar seu abrigo e equipamentos.
  • Segurança e Defesa: Além da autodefesa, aprenda sobre táticas de vigilância, camuflagem, rastreamento e uso seguro de armas.
  • Navegação e Orientação: Saber se orientar sem GPS, usando bússola, mapas e observação das estrelas.
  • Purificação de Água: Dominar diversas técnicas de purificação, desde a fervura até a construção de filtros caseiros.
  • Geração e Conservação de Energia: Entender como usar e manter fontes de energia alternativas, e como minimizar o consumo.
  • Habilidades de Comunicação e Negociação: Em um mundo pós-colapso, a capacidade de se comunicar efetivamente, resolver conflitos e negociar recursos será inestimável.
  • Fabricação de Ferramentas e Artesanato: Ser capaz de criar ou reparar ferramentas, roupas e outros itens essenciais.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre Sobrevivência e Preparação

P: O que é um colapso civilizacional?
R: Refere-se à queda de uma sociedade complexa, caracterizada pela perda de ordem social, econômica e política, geralmente acompanhada por uma diminuição drástica da população e da qualidade de vida. Pode ser causado por fatores como guerras, pandemias, desastres naturais, crises econômicas ou uma combinação deles.

P: As profecias bíblicas sobre o fim dos tempos são literais?
R: As interpretações variam. Alguns veem as profecias como literais, descrevendo eventos futuros específicos. Outros as consideram simbólicas, representando princípios espirituais e morais atemporais. Muitos concordam que elas servem como um chamado à vigilância e à preparação espiritual.

P: É ético se preparar para um colapso enquanto outros sofrem?
R: A preparação individual e familiar não exclui a responsabilidade social. Muitos defensores da preparação argumentam que estar preparado permite que você ajude a si mesmo e, consequentemente, a outros em sua comunidade, em vez de se tornar um fardo. A prudência (Provérbios 22:3) é vista como uma virtude.

P: Quais são os erros mais comuns na preparação para a sobrevivência?
R: Os erros incluem focar apenas em equipamentos sem desenvolver habilidades, negligenciar a estocagem de água e medicamentos, não ter um plano de comunicação, isolar-se completamente e subestimar a importância da comunidade e da resiliência psicológica.

P: Devo construir um bunker?
R: A decisão de construir um bunker depende de seus recursos, localização e nível de ameaça percebida. É um investimento significativo que exige planejamento e manutenção. Para a maioria das pessoas, um abrigo seguro e bem estocado em casa ou uma propriedade rural isolada pode ser mais prático e acessível.

P: Como posso começar a me preparar com um orçamento limitado?
R: Comece com o básico: um kit de primeiros socorros, estoque de água e alimentos não perecíveis para algumas semanas, e um plano de emergência familiar. Concentre-se em adquirir habilidades gratuitas ou de baixo custo, como jardinagem, primeiros socorros e conservação de alimentos. Construa seu estoque e suas habilidades gradualmente.

P: Quais são os locais mais seguros no Brasil para um cenário de colapso?
R: No Brasil, regiões com menor densidade populacional, acesso a água doce e terras férteis, e longe de grandes centros urbanos ou áreas costeiras (vulneráveis a eventos climáticos extremos), seriam mais vantajosas. Áreas rurais em estados como Minas Gerais, Goiás, ou o interior do Sul e Sudeste, com comunidades resilientes e recursos naturais, podem ser consideradas. No entanto, a segurança é relativa e depende de múltiplos fatores.

Conclusão: A Jornada da Preparação e a Esperança no Horizonte

A contemplação do colapso civilizacional e das profecias bíblicas pode ser assustadora, mas também pode ser um catalisador para a ação e a reflexão. A história nos ensina que a resiliência humana é notável, e a capacidade de se adaptar e reconstruir é uma característica intrínseca da nossa espécie. As profecias, por sua vez, oferecem uma perspectiva espiritual e um chamado à vigilância, tanto física quanto moral.

A preparação para a sobrevivência não é um ato de pessimismo, mas de prudência e responsabilidade. É um investimento em si mesmo, em sua família e em sua comunidade. Ao desenvolver uma mentalidade resiliente, adquirir habilidades práticas e planejar estrategicamente, podemos enfrentar os desafios do futuro com maior confiança e esperança.

Lembre-se, a jornada da preparação é contínua. Comece pequeno, aprenda constantemente e adapte-se às novas informações. A verdadeira segurança não reside apenas em bunkers ou estoques, mas na sabedoria, na comunidade e na capacidade inata do espírito humano de perseverar.

Referências

  1. Sandel, Michael J. "Justice: What's the Right Thing to Do?" Farrar, Straus and Giroux, 2009.
  2. Heather, Peter. "The Fall of the Roman Empire: A New History of Rome and the Barbarians." Oxford University Press, 2005.
  3. Diamond, Jared. "Collapse: How Societies Choose to Fail or Succeed." Viking, 2005.
  4. Cline, Eric H. "1177 B.C.: The Year Civilization Collapsed." Princeton University Press, 2014.
  5. Jones, Aled et al. "An analysis of the resilience of nations to a global societal collapse." Sustainability, 2021.
  6. World Health Organization. "COVID-19 Pandemic."
  7. Bíblia Sagrada, Almeida Revista e Corrigida (ARC). Mateus 24 e Lucas 21.
  8. Bíblia Sagrada, Almeida Revista e Corrigida (ARC). Apocalipse.
  9. Bíblia Sagrada, Almeida Revista e Corrigida (ARC). Provérbios 22:3.
  10. The Prepared. "Emergency Food Storage Guide."
  11. FEMA. "Food and Water in an Emergency."
  12. The Guardian. "Why Silicon Valley billionaires are prepping for the apocalypse in New Zealand."
  13. AlugaGera. "07 Passos para Construir um Bunker Subterrâneo com Gerador."
  14. Artigos e vídeos sobre habilidades de sobrevivência (ex: "15 Habilidades ESSENCIAIS Para Sobreviver ao COLAPSO" - YouTube).
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