O Mapa Secreto da Tecnocracia: O Plano Global, o Tecnato das Américas e os Paralelos com o Livro 1984

 


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Ao longo da história, grandes projetos de reorganização social, econômica e política sempre surgiram em momentos de crise. Guerras, colapsos financeiros, revoluções tecnológicas e mudanças culturais profundas criam o terreno ideal para ideias radicais que prometem eficiência, estabilidade e prosperidade. Um desses projetos, pouco conhecido do grande público, é o movimento da tecnocracia, surgido nos anos 1930, durante a Grande Depressão.

Nos últimos anos, muitos analistas independentes, pesquisadores e entusiastas da geopolítica passaram a revisitar esse movimento ao observar decisões políticas, econômicas e tecnológicas que parecem ecoar antigas propostas tecnocráticas. Um dos elementos mais intrigantes é um mapa de 1940 que apresenta o chamado “Tecnato das Américas”, uma gigantesca região autossuficiente governada por especialistas técnicos, e não por políticos eleitos.

Este artigo apresenta uma análise profunda, didática e estruturada sobre o que foi a tecnocracia, como funcionava o conceito de tecnato, quem foram seus principais personagens, como essas ideias dialogam com o mundo contemporâneo e quais paralelos podem ser feitos com obras clássicas como 1984, de George Orwell.


O Que é Tecnocracia?

A palavra tecnocracia vem do grego: techne (técnica) e kratos (poder). Em essência, significa “governo dos técnicos”. Trata-se de um modelo político e administrativo em que decisões públicas não são tomadas por políticos eleitos, mas por especialistas — engenheiros, cientistas, economistas, planejadores e gestores técnicos.

A tecnocracia surgiu como movimento organizado nos Estados Unidos e no Canadá, especialmente após a crise de 1929, quando milhões de pessoas perderam empregos, empresas quebraram e o sistema financeiro entrou em colapso. Para os tecnocratas, o problema não era apenas a má gestão, mas o próprio sistema econômico baseado em dinheiro, preços, lucro e escassez.

Segundo essa visão, o capitalismo criava crises artificiais, desigualdade extrema, desperdício de recursos e ineficiência. Em vez disso, os tecnocratas defendiam uma sociedade organizada cientificamente, baseada na medição precisa de energia, produção e consumo.

O principal nome do movimento foi Howard Scott, um engenheiro que defendia a substituição do sistema de preços por um sistema energético. Para ele, tudo na sociedade poderia ser mensurado em unidades físicas: quilowatt-hora, toneladas, litros, capacidade produtiva e eficiência energética.


Como Funcionaria uma Sociedade Tecnocrática?

O modelo tecnocrático propunha mudanças profundas:

  • Fim do dinheiro tradicional.
  • Substituição por certificados de energia.
  • Distribuição igualitária de bens e serviços.
  • Ausência de acumulação de riqueza.
  • Administração científica da sociedade.
  • Automação máxima da produção.

Os certificados de energia funcionariam como uma espécie de “crédito social energético”. Cada cidadão receberia periodicamente uma quantidade igual de créditos, baseada na capacidade produtiva total do território. Esses créditos não poderiam ser acumulados, transferidos ou herdados. Após um período, expirariam automaticamente.

A lógica era impedir desigualdades, especulação, concentração de poder econômico e exploração. Todos teriam acesso ao necessário para viver: alimentação, moradia, transporte, lazer e educação.

No entanto, isso também implicaria:

  • Fim da propriedade privada dos meios de produção.
  • Redução da liberdade econômica individual.
  • Controle centralizado da distribuição.
  • Dependência total do sistema técnico.

O Conceito de Tecnato

Para que esse modelo funcionasse, os tecnocratas acreditavam que seria necessário um território enorme, rico em recursos naturais e praticamente autossuficiente. Esse território recebeu o nome de Tecnato.

Um tecnato deveria possuir:

  • Fontes abundantes de energia (hidrelétrica, petróleo, minerais).
  • Terras férteis para produção de alimentos.
  • Infraestrutura integrada de transporte.
  • Capacidade industrial elevada.
  • Baixa dependência de importações.

Segundo os estudos da época, a América do Norte e regiões adjacentes seriam ideais para formar esse tecnato.


O Mapa do Tecnato das Américas (1940)

Em 1940 foi divulgado um mapa que apresentava o chamado “Technate of America”. Esse mapa incluía:

  • Estados Unidos
  • Canadá
  • Groenlândia
  • México
  • América Central
  • Caribe (incluindo Cuba)
  • Venezuela
  • Partes da Colômbia e da Guiana

A justificativa era puramente técnica: essa região reuniria todos os recursos necessários para sustentar uma população numerosa com alto padrão de vida, sem depender de outras partes do mundo.

A Venezuela, por exemplo, entrava no mapa devido às gigantescas reservas de petróleo. O Canadá e a Groenlândia forneceriam recursos minerais, água e energia. A América Central garantiria biodiversidade e agricultura.

Esse mapa nunca foi oficialmente implementado, mas permanece como um documento histórico que desperta curiosidade e debates.


Joshua Norman Haldeman e a Influência Familiar

Um dos líderes do movimento tecnocrático no Canadá foi Joshua Norman Haldeman, nascido em 1902. Ele foi quiroprata, aviador, ativista político e um dos principais divulgadores da tecnocracia na América do Norte.

Haldeman acreditava que a democracia representativa era ineficiente e que o mundo precisava migrar para uma governança técnica e científica. Ele publicou artigos, organizou encontros e liderou a filial canadense do movimento.

Em 1940, o governo canadense proibiu o movimento tecnocrático por considerá-lo uma ameaça à segurança nacional durante a Segunda Guerra Mundial. Haldeman chegou a ser detido temporariamente.

Posteriormente, mudou-se para a África do Sul. Um detalhe curioso é que Haldeman é avô materno de Elon Musk.

Biógrafos relatam que Musk cresceu ouvindo histórias do avô, o que teria influenciado sua visão de mundo, especialmente sua crença na tecnologia como ferramenta de reorganização social.


Elon Musk e os Ecos da Tecnocracia

Embora Musk não se declare tecnocrata formalmente, várias de suas ideias dialogam com o pensamento tecnocrático:

  • Defesa da automação total da produção.
  • Apoio à renda básica universal.
  • Críticas à burocracia estatal.
  • Busca por eficiência máxima.
  • Visão de sociedades autossuficientes (como Marte).

Empresas como Tesla, Neuralink, SpaceX e projetos de inteligência artificial refletem a lógica de mensuração, controle e eficiência.

O próprio Musk já mencionou publicamente a possibilidade futura de sistemas econômicos baseados em energia ou produtividade automatizada.


Paralelos com o Livro 1984, de George Orwell

O romance 1984, publicado em 1949 por George Orwell, descreve um mundo dividido em três superpotências:

  • Oceania
  • Eurásia
  • Lestásia

Cada bloco controla vastos territórios e mantém vigilância extrema sobre seus cidadãos. Não há liberdade plena, e a informação é constantemente manipulada.

Alguns analistas observam paralelos entre:

  • O Tecnato das Américas → Oceania
  • Bloco russo → Eurásia
  • Bloco asiático → Lestásia

Embora Orwell tenha escrito uma obra de ficção, muitos enxergam nela um alerta sobre centralização de poder, controle tecnológico e perda de autonomia individual.


Geopolítica Atual e Interpretações

No mundo contemporâneo, disputas territoriais, econômicas e tecnológicas continuam moldando alianças e rivalidades. O crescimento da inteligência artificial, da automação, da vigilância digital e da integração econômica levanta debates legítimos sobre:

  • Privacidade
  • Soberania
  • Liberdade individual
  • Dependência tecnológica

Algumas interpretações mais críticas enxergam padrões históricos se repetindo, enquanto outras defendem que se trata apenas de evolução natural da tecnologia e da globalização.

É importante separar análise crítica de especulação, sempre buscando fontes confiáveis, dados concretos e diversidade de opiniões.


Referências e Leituras Recomendadas

  • SCOTT, Howard – Escritos sobre Tecnocracia.
  • ORWELL, George – 1984.
  • ZINN, Howard – Uma História Popular dos Estados Unidos.
  • HARARI, Yuval Noah – Homo Deus.
  • Documentos históricos do movimento Technocracy Inc.

Próximos Passos: Como o Leitor Pode se Preparar

Independentemente da interpretação, o mundo está passando por rápidas transformações. Alguns passos práticos:

  • Educar-se sobre tecnologia e economia.
  • Desenvolver pensamento crítico.
  • Proteger dados pessoais.
  • Diversificar fontes de renda.
  • Acompanhar geopolítica global.
  • Manter equilíbrio emocional.

A informação é uma ferramenta poderosa quando usada com responsabilidade.


Conclusão

A tecnocracia é um capítulo fascinante da história moderna, que continua influenciando debates sobre governança, tecnologia e futuro da humanidade. O mapa do Tecnato das Américas, os personagens históricos, os paralelos literários e as transformações atuais nos convidam a refletir profundamente sobre qual tipo de sociedade desejamos construir.

Mais do que aceitar narrativas prontas, o essencial é investigar, questionar, estudar e manter a autonomia intelectual. O futuro não está escrito — ele é construído pelas escolhas que fazemos hoje.

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