Objeto interestelar 3I/ATLAS: O Que você precisa saber

Quando o objeto interestelar 3I/ATLAS vai passar mais perto da Terra? Linha do tempo completa e explicada para leigos

O objeto conhecido como 3I/ATLAS (que muita gente chama de “31 Atlas”) é um visitante interestelar — ou seja, veio de fora do Sistema Solar e está apenas passando. Abaixo está a explicação completa, com datas, eventos importantes e tudo traduzido de forma simples.


📌 Resumo direto das datas principais

  • Passagem mais próxima da Terra: 19 de dezembro de 2025 (distância de ~269 milhões de km). Não chega perto o bastante para causar risco.
  • Periélio (quando passou mais perto do Sol): 29 de outubro de 2025.
  • Descoberta oficial: 1 de julho de 2025.
  • Imagens anteriores (precovery): encontradas de 7 de maio de 2025.
  • Detecções de rádio naturais (MeerKAT): 24 de outubro de 2025.
  • Momento em que perceberam “aceleração” não-gravitacional: final de outubro e início de novembro de 2025.

🌌 O que exatamente é o 3I/ATLAS?

Ele é classificado como um objeto interestelar. Isso significa que sua órbita é tão aberta (hiperbólica) que não está preso ao Sol. Ele veio de algum lugar entre as estrelas, passou pelo nosso Sistema Solar e depois irá embora novamente. Essa trajetória já prova sua origem externa.

A diferença para cometas comuns é que cometas normais têm órbitas elípticas (fechadas), enquanto o 3I/ATLAS tem uma órbita “aberta”, como um visitante que só passa uma vez.


📅 Linha do tempo completa e detalhada

🔎 1. Descoberta e primeiros registros

O survey ATLAS, que vigia o céu em busca de asteroides e cometas, identificou o objeto em 1 de julho de 2025. Depois, ao revisar arquivos antigos, encontraram imagens feitas em 7 de maio de 2025. Essas imagens antigas ajudam a calcular sua órbita com mais precisão.

🌀 2. A órbita inicial e por que sabemos que ele é interestelar

Logo após calcular os elementos orbitais, os astrônomos perceberam que a excentricidade (um número que diz se a órbita é elíptica ou aberta) era maior que 1. Isso significa que a rota é hiperbólica, característica de objetos que não pertencem ao Sistema Solar.

Resumindo: ele vem de fora, passa e nunca mais volta.

☀️ 3. Passagem pelo Sol (periélio)

O ponto mais próximo do Sol aconteceu em 29 de outubro de 2025, a cerca de 1,36 unidades astronômicas do Sol — entre as órbitas da Terra e Marte. Nesse ponto o aquecimento solar costuma ativar cometas, fazendo gelo virar gás (sublimação) e criar uma “cauda”.

📡 4. Sinais de rádio e luz: o que realmente foi detectado

No dia 24 de outubro de 2025, o radiotelescópio MeerKAT detectou linhas de absorção de OH. Isso é algo natural que acontece quando a luz do Sol interage com moléculas de água que estão se quebrando na coma (a atmosfera do cometa). É um processo químico absolutamente normal em objetos que liberam gases.

Importante: não foram detecções de sinais artificiais. Foi radiação natural associada a vapor d’água sendo quebrado pela luz solar.

Além disso, telescópios ópticos e infravermelhos registraram brilho, coma, cor e evolução do objeto — tudo padrão para um corpo cometário ativo.

🚀 5. A “aceleração” misteriosa: o que isso significa?

Entre o final de outubro e o começo de novembro de 2025, grupos que acompanham a posição exata do objeto perceberam um pequeno desvio entre a posição prevista e a observada. Isso foi chamado de aceleração não-gravitacional.

Isso não é algo extraordinário: cometas fazem isso sempre. Quando jatos de gás escapam do núcleo (por causa do calor solar), eles agem como pequenos “propulsores”, empurrando o objeto e mudando um pouco sua rota. Chamamos isso de outgassing.

Vários estudos mostraram que esse efeito pode ser explicado por gelo de CO ou CO₂ evaporando. É o mesmo fenômeno que já afetou outros cometas famosos.

🌍 6. Passagem mais próxima da Terra

O 3I/ATLAS não chega perto da Terra. A maior aproximação registrada para este século será em 19 de dezembro de 2025, a mais de 260 milhões de quilômetros. Para comparação: a Lua está a 384 mil km. Ou seja, o objeto estará cerca de 700 vezes mais longe do que a Lua.

Sem riscos, sem efeitos, sem interação com a Terra.


🔭 O que a ciência ainda está estudando?

  • A quantidade exata do material que o objeto está liberando.
  • A massa aproximada e tamanho do núcleo (ainda há incertezas).
  • Quanto a atividade de gás muda sua rota.

Mas em nenhum momento houve qualquer evidência de sinais artificiais, perigo ou comportamento incomum fora da física conhecida.


📘 Conclusão

O 3I/ATLAS é um visitante interestelar natural, passando pelo Sistema Solar em alta velocidade, liberando gases conforme se aproxima do Sol e seguindo sua rota para fora novamente. As observações de luz e rádio confirmam sua natureza cometária, e a leve aceleração foi completamente compatível com jatos de gás naturais.

Ele irá passar longe da Terra e desaparecerá do Sistema Solar, continuando sua viagem pelo espaço interestelar.

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